Retrato em preto e branco da artista visual Bruna Mayer, de pé, olhando para a câmera, com os braços cruzados, em frente a uma parede de tijolos. Black and white portrait of visual artist Bruna Mayer, standing with arms crossed, looking at the camera, in front of a brick wall.
BRUNA MAYER
(Curitiba, Brasil, 1986)
PRÁTICA ARTÍSTICA​​​​​​​
Artista visual cuja prática interdisciplinar transita entre vídeo, instalação, pintura, intervenção pública e fotografia. Seu trabalho explora os limiares entre vida e morte, a transitoriedade da existência e as forças vitais que atravessam e transformam o corpo e a natureza. Trabalhando com microrganismos vivos, fluidos corporais e materiais efêmeros, sua obra evidencia a instabilidade da matéria e os ciclos naturais de degradação e regeneração. 
O corpo ocupa um lugar central em sua prática, manifestando-se por meio de ações ou vestígios, evocando presença e ausência. Suas obras tensionam os limites entre humano e não-humano, biológico e simbólico, interno e externo, visível e latente, muitas vezes dialogando com uma inquietação—um fascínio por aquilo que nos constitui e, ao mesmo tempo, uma repulsa.
A artista cultivou microrganismos do solo de cemitérios, de parques e de seu corpo, criando instalações e uma videoinstalação que refletem sobre simbiose, interdependência e os entrelaçamentos entre todas as formas de vida. Desenvolveu a série Para Ti, O Universo (2023–2024), composta por pinturas feitas com sangue, abordando luto e perda, ao mesmo tempo em que reivindica o corpo como território de vivência e criação. A série se desdobrou em seis livros de artista reunidos em caixa-obra (box set), com impressão fine art. Em seu vídeo Linfa (2017), matérias orgânicas são expelidas pela boca na água, onde se expandem, evocando uma pulsação da vida, em um movimento de transformação e dissolução.
Sua prática é uma meditação sobre os ciclos de morte e renascimento, revelando forças que frequentemente permanecem latentes. Seu trabalho busca materializar aquilo que é invisível ou permanece oculto — aspectos da existência que, ao serem negados, tornam-se ainda mais persistentes, infiltrando-se e expandindo-se sob a superfície.
BIO | EXPOSIÇÕES | FORMAÇÃO
BRUNA MAYER (Curitiba, Brasil, 1986) é mestre em Artes pela Universität der Künste Berlin (UdK, 2022), bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2015) e contemplada com uma bolsa de estudos do Art Center College of Design, Pasadena, EUA (2009), onde estudou Ilustração. 
Em Berlim, realizou intervenções em espaços públicos, incluindo a vitrine da residência artística GlogauAIR (2018), além de instalações no Parque Tiergarten (2020) e no Konzertsaal da UdK (2022). Em São Paulo, foi convidada a realizar uma instalação no jardim do Parque da Água Branca como parte da CASACOR 2025.
Entre suas exposições, destacam-se a BIENALSUR (San Juan e Rosario, Argentina, 2025), a Bienal Internacional de Curitiba (Brasil, 2021), Instituto Guimarães Rosa (Assunção, Paraguai, 2025), CASACOR São Paulo (Brasil, 2025), Klosterfelde Edition (Berlim, Alemanha, 2023), Kühlhaus Berlin (Alemanha, 2022), Floating University (Berlim, Alemanha, 2021), Caroço (São Paulo, Brasil, 2024), De School (Amsterdã, Países Baixos, 2020), GlogauAIR Gallery (Berlim, Alemanha, 2018) e Bunker 101 (Colônia, Alemanha, 2018), entre outras. 
Foi vencedora do prêmio de Melhor Curta-Metragem no Los Angeles Brazilian Film Festival (EUA, 2015). Sua obra integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes de Assunção (Paraguai) e da Enter Art Foundation (Berlim, Alemanha).
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